terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cinemática vetorial

Cinemática Vetorial


Na Cinemática Escalar, estudamos a descrição de um movimento em trajetória conhecida, utilizando as grandezas escalares. Agora, veremos como obter e correlacionar as grandezas vetoriais descritivas de um movimento, mesmo que não sejam conhecidas previamente as trajetórias.
Grandezas Escalares – Ficam perfeitamente definidas por seus valores numéricos acompanhados das respectivas unidades de medida. Exemplos: massa, temperatura, volume, densidade, comprimento, etc.
Grandezas vetoriais – Exigem, além do valor numérico e da unidade de medida, uma direção e um sentido para que fiquem completamente determinadas. Exemplos: deslocamento, velocidade, aceleração, força, etc.


VETORES


Para representar as grandezas vetoriais, são utilizados os vetores: entes matemáticos abstratos caracterizados por um módulo, por uma direção e por um sentido.
Representação de um vetor – Graficamente, um vetor é representado por um segmento orientado de reta: 

Elementos de um vetor:
Direção – Dada pela reta suporte (r) do vetor.
Módulo – Dado pelo comprimento do vetor.
Sentido – Dado pela orientação do segmento.
Resultante de vetores (vetor-soma) – Considere um automóvel deslocando-se de A para B e, em seguida, para C. O efeito desses dois deslocamentos 
combinados é levar o carro de A para C. Dizemos, então, que o vetor é a soma ou resultante dos vetores e

Regra do Polígono – Para determinar a resultantedos vetores e , traçamos, como na figura acima, os vetores de modo que a origem de um coincida com a extremidade do outro. O vetor que une a origem de com a extremidade de é o resultante .
Regra do paralelogramo – Os vetores são dispostos de modo que suas origens coincidam. Traçando-se um paralelogramo, que tenhae como lados, a resultante será dada pela diagonal que parte da origem comum dos dois vetores. 

Componentes ortogonais de um vetor – A componente de um vetor, segundo uma dada direção, é a projeção ortogonal (perpendicular) do vetor naquela direção. Decompondo-se um vetor , encontramos suas componentes retangulares, x e y, que conjuntamente podem substituí-lo, ou seja, = x + y.

Adição de Vetores

Podemos somar dois ou mais vetores, para obter um vetor soma. 
Regra do polígono: 
Ligam-se os vetores origem com extremidade. O vetor soma é o que tem origem na origem do 1º vetor e extremidade na extremidade do último vetor. 


Subtração de Vetores 


Para subtrair dois vetores adicionamos um deles ao oposto do outro.

Vetor x Número Real
O produto de um número real n por um vetor A, resulta em um vetor R com sentido igual ao de A se n for positivo ou sentido oposto ao de A se n for negativo. O módulo do vetor R é igual a n x |A|.

Decomposição de Vetores
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.

Seja um vetor R resultado da seguinte operação: R = A + B

A e B = vetores-posição (vetores com origem em O, ponto de referência arbitrariamente escolhido, com extremidade no lugar em que está o móvel e com módulo igual à distância que o separa da origem.
Se um móvel realizar um movimento de A para B, terá realizado um deslocamento (grandeza vetorial ), com origem no ponto A e extremidade no B, dado pela diferença entre o vetor-posição no fim do deslocamento (B) e o vetor-posição no início (A):
=A -B


VELOCIDADE VETORIAL MÉDIA

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Numa trajetória qualquer (retilínea ou curvilínea), a velocidade vetorial média é definida pela razão entre o vetor deslocamento e o correspondente intervalo de tempo: 

(o vetor velocidade média tem a mesma direção e o mesmo sentido do vetor deslocamento).
Aplicação
01. Num instante t1, um carro de Fórmula 1 encontra-se a 600m ao norte em relação ao box de sua equipe e, 20s depois, a 800m a oeste do mesmo referencial. Determinar o módulo do deslocamento vetorial (r) e o módulo da velocidade vetorial média do carro (vm) entre esses dois instantes.
Aplicação
Solução:

Pelo Teorema de Pitágoras, calculamos o módulo do deslocamento escalar: 

VELOCIDADE VETORIAL INSTANTÂNEA
A direção, o sentido e a “rapidez” (módulo) do movimento, em cada ponto da trajetória, são os elementos que o vetor velocidade instantânea representa.
Em um movimento retilíneo:
A velocidade vetorial, em dado instante, tem o sentido do movimento e a direção da reta em que ele ocorre: 

Em um movimento curvilíneo:
A velocidade vetorial instantânea tem direção tangente à curva, no ponto considerado, e sentido indicado pela orientação do vetor: 

Importante: uma grandeza vetorial só é constante se forem constantes sua direção, seu sentido e sua intensidade. Assim, o único movimento que tem velocidade vetorial constante é o movimento retilíneo e uniforme.

 

ACELERAÇÃO VETORIAL INSTANTÂNEA


É a aceleração vetorial de um móvel em cada ponto de sua trajetória.
Como todo vetor pode ser obtido pela soma de suas componentes perpendiculares, vamos decompor o vetor aceleração instantânea, tomando como base a direção do vetor velocidade: 

a) Aceleração tangencial (t) – É a componente da aceleração vetorial na direção do vetor velocidade ( ) e indica a variação do módulo deste. Possui módulo 
igual ao da aceleração escalar: 

Importante:
1) Em movimentos acelerados, t e têm o mesmo sentido.
2) Em movimentos retardados, t e têm sentidos contrários, como na figura anterior.
3) Em movimentos uniformes, t é nula, já que o módulo de não varia nesses movimentos.
b) Aceleração centrípeta ou normal (c) – É a componente da aceleração vetorial na direção do raio de curvatura (R) e indica a variação da direção do vetor velocidade (). Tem sentido apontando para o centro da trajetória (por isso, centrípeta) e módulo
dado por: 

Importante: nos movimentos retilíneos,c é nula porque o móvel não muda de direção nesses movimentos.
Aceleração vetorial resultante – A obtenção da intensidade da aceleração resultante pode ser feita aplicando-se o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo em destaque na figura:
a2 = a2t + a2c


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Queda dos Corpos



Quando lançamos um corpo verticalmente para cima notamos que ele sobe até uma certa altura e depois cai porque é atraído pela Terra, o mesmo acontece quando  largamos um corpo de determinada altura (como a menina soltando a bolinha). Os corpos são atraídos pala Terra porque em torno dela há uma região chamada campo gravitacional exercendo atração sobre eles.

Vamos fazer o seguinte experimento:

Pegue a sua borracha e uma folha de papel e largue as duas de uma mesma altura ao mesmo tempo. Quem chegou primeiro?

Agora amasse bem a folha de papel e repita o experimento. E agora houve muita diferença de tempo entre as quedas ou os dois objetos caíram praticamente juntos?

   Se não houvesse a resistência do ar, todos os corpos, de qualquer peso ou forma, abandonados da mesma altura, nas proximidades da superfície da Terra, levariam o mesmo tempo para atingir o solo. Esse movimento é conhecido como queda livre. O movimento de queda livre é uniformemente acelerado. A trajetória é retilínea, vertical e a aceleração é a mesma para todos os corpos, a aceleração da gravidade,  cujo valor é, aproximadamente, g=9,8 m/s2 .

Atenção: Denomina-se queda livre o movimento de subida ou descida que os corpos realizam no vácuo ou quando desprezamos a resistência do ar.

   Quando é feito vácuo no interior do    tubo, a pluma e a pedra caem simultaneamente.  

Funções do Movimento de Queda Livre

No movimento de queda livre, a trajetória é retilínea e a aceleração constante. Trata-se portanto de um movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), e as funções que descrevem o movimento de queda livre são as mesmas que descrevem o MRUV, com a diferença que a queda livre ocorre sempre no eixo vertical vamos associar a variável correspondente a posição a variável y (que está associada ao eixo vertical das ordenadas).

Vamos estabelecer um sistema de referência com o eixo vertical crescente para cima apartir da origem (geralmente fixada no solo).

Como a aceleração da gravidade é orientada  verticalmente para baixo (sentido oposto ao sentido positivo do eixo que atribuímos no nosso sistema de referência),  terá seu valor sempre negativo.

Velocidade em Relação ao tempo
V=V0 – g t

Posição em Relação ao tempo

Y=Y0 + V0t –g t2/2

Velocidade em Relação à posição 
V2 = V20 -2g(Y-Y0)

Lançamento Vertical

    Quando atiramos um objeto para cima, ele sobe para sempre ou depois de um tempo ele desce? Costuma-se chamar de lançamento vertical o lançamento de um projétil lançado verticalmente para cima,quando desprezamos a resistência do ar ou quando o lançamento é no vácuo. Trata-se de um movimento de queda livre. Assumindo o mesmo sistema de referência que adotamos anteriormente, neste caso a gravidade continua orientada para baixo, podemos usar as mesmas funções que descrevem o movimento de queda livre para descrever o lançamento vertical.  Dessa forma a velocidade do projétil será positiva, vai decrescendo em módulo até o objeto parar ( quando inverte o sentido do movimento) onde sua velocidade é zero, mas a aceleração da gravidade continua sendo a mesma! Depois da inversão do movimento a velocidade passa a ser negativa (orientada para baixo) e aumenta em módulo.


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